Carta Política #468
“Conversei com ela, ela me disse que queria sair da presidência do partido. Não tenho o que fazer. E (disse) que talvez não fosse candidata
“Não é palavra de uma pessoa que conduz uma casa. Brincar? Se alguém quiser que eu faça o que os presidentes anteriores fizeram eu não vou fazer. Já dei o recado aqui. A nossa forma de governar é respeitando todo mundo”. (Jair Bolsonaro) Encerra hoje uma semana repleta de ruídos políticos. O presidente e Rodrigo Maia trocaram recados pela imprensa
“Ele [Guedes] ligou e eu disse que era importante a organização institucional. Eu trabalho para dentro da Câmara e o presidente Bolsonaro organiza a base dele. Acho que ajudo com alguns votos”. (Rodrigo Maia) Estivemos em Brasília nesta semana, conversando com alguns parlamentares e analistas políticos a respeito da relação do Planalto com o Congresso e o andamento da reforma
“A pauta tem que ser reforma da Previdência e Pacto Federativo, via reforma tributária. O resto é para atrapalhar e para criar confusão”. (Flávio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB) A arena pública, na semana, debateu principalmente em torno da pauta de liberalização do porte de armas. A tragédia de Suzano e os desdobramentos do caso Marielle dominaram a pauta da
“Temos que ter cuidado com algo que do ponto de vista fiscal é nulo, mas que do ponto de vista político pode ser mortal para a reforma”. (Rodrigo Maia) A semana, mais curta, foi marcada por polêmicas em torno do tweet de Bolsonaro a respeito de costumes no Carnaval e por uma aproximação do presidente com seu eleitorado original. Após a repercussão
“A população e o Congresso devem ter claro que sem a reforma não há solução para os grandes problemas nacionais […] e que para isso é preciso muito mais do que redes sociais. Preciso do apoio de vocês”. (Bolsonaro, em reunião com jornalistas) Na semana, tivemos a costumeira polêmica em torno de decisões do governo, questões na Venezuela, e alguma
“Então, a expectativa realista é que a reforma da Previdência possa estar votada em definitivo pelas duas Casas em meados de setembro.” (Fernando Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado) Na semana, tivemos a exoneração de Bebianno e a apresentação da Reforma da Previdência ao Congresso. A demissão do ministro se deu repleta de ruídos. Os áudios que o presidente
“Se ele está com algum problema, ele tem que comandar a solução, e não pode, do meu ponto de vista, misturar família com isso porque acaba gerando insegurança, uma sinalização política de insegurança para todos.” (Rodrigo Maia, presidente da Câmara) Na semana, o presidente teve alta. Com a estadia no hospital superada, já recebeu a proposta da reforma da Previdência. Aparentemente
“[A] Câmara dos Deputados, que representa a população brasileira, tem a obrigação de liderar essas votações. A previdência é 1 item fundamental” (Rodrigo Maia, presidente reeleito da Câmara) Na semana passada, tivemos as eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Rodrigo Maia, em uma eleição conduzida de forma bastante civilizada, foi reconduzido à presidência da Casa. Já a eleição
“Nesse sentido, a nossa tendência é apoiar um indicado do MDB, que conta com o maior número de membros na Casa, para presidir o Senado.” (Senador Humberto Costa (PT-PE), declarando voto em Renan) A semana foi marcada pelo aftermath da tragédia de Brumadinho. Os governos federal e estadual responderam agilmente aos acontecimentos, e a presença do presidente no local foi bem recebida pela
“Eu acredito nele, a pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir”. (Jair Bolsonaro, a respeito de seu filho, Flavio) A pressão aumentou, ao longo da semana, sobre o Planalto. Os jornais noticiaram que Flavio Bolsonaro empregou a mãe e a esposa de um ex-policial militar envolvido com as milícias. Considerando também o caso de seu assessor, Fabricio