Carta Política #468
“Conversei com ela, ela me disse que queria sair da presidência do partido. Não tenho o que fazer. E (disse) que talvez não fosse candidata
“O presidente não tem noção de prioridade e do que é importante para o País.” (Marcelo Ramos, presidente da Comissão Especial) Conforme passam as sessões da Comissão Especial, aumenta a ansiedade a respeito da Reforma da Previdência. Existe a expectativa de que o relatório de Samuel Moreira seja lido na semana que vem, mas a votação ainda deve ser marcada para
“Ninguém vai querer investir em um país que tem uma dívida brutal como essa, e crescendo de forma galopante.” (Bolsonaro, sobre a Reforma da Previdência) O chamamento do povo às ruas no domingo passado fortaleceu o governo. Foi notável a presença de cartazes a favor da reforma previdenciária. O monitoramento das redes sociais apontou para a primeira retomada positiva do sentimento
“Se só eu quero a reforma, vou embora para casa.” (Paulo Guedes) Nesta semana, as duas casas legislativas aprovaram a MP das Aéreas, que permite que empresas de capital integralmente estrangeiro operem rotas domésticas no Brasil (mas devolve a gratuidade obrigatória para o primeiro volume da bagagem), e a Câmara aprovou a MP da Reforma Administrativa (mas retirou o Coaf das mãos de
“O Brasil pediu uma nova forma de se relacionar com os Poderes da República, e assim seguirei, em respeito máximo à população”. (Jair Bolsonaro, sobre a crise com o Congresso) Pela primeira vez na presidência Bolsonaro, as ruas foram tomadas por manifestantes. A oposição venceu a batalha da comunicação em torno do vai-e-vem do governo na questão do contingenciamento dos recursos
“Apenas deixamos de lado para poder consumir mais tarde de acordo com o andamento da nossa economia”. (Jair Bolsonaro, sobre o contingenciamento na Educação) O novo ministro da Educação anunciou, nessa semana, retenção de 30% do orçamento para verbas de custeio e investimentos das instituições federais de ensino, com a liberação contingente à aprovação da reforma da Previdência e da
“Eu sei que unidos ultrapassaremos essas dificuldades iniciais que são naturais nas transições de governo”. (Jair Bolsonaro, em discurso no Dia do Trabalho) O presidente, nessa semana, empreendeu uma ofensiva midiática. Falou em rede nacional no Dia do Trabalho, inclusive admitindo publicamente que houve alguma dificuldade nesse início de governo; e falou da nova MP da Liberdade Econômica, que remove
“O casamento entre eu e Mourão é até 2022, no mínimo; até lá, vamos ter que dormir juntos”. (Jair Bolsonaro) A intriga palaciana entre Carlos Bolsonaro e o vice-presidente marcou a semana. Após diversas críticas públicas, Mourão apareceu ao lado do presidente no café da manhã com os jornalistas, usando metáforas de matrimônio para dissipar a crise. Supõe-se que o
“A reforma da Previdência deve ser aprovada, com ajustes, porque a maioria dos deputados tem responsabilidade com o Brasil, não por causa do governo, que não tem voto nem para aprovar moção de aplauso”. (Marcelo Ramos, vice-líder do PR na Câmara) Conforme antecipado, não houve acordo para votação, antes da Páscoa, da Reforma da Previdência na CCJ. Alguns culpam a
“A gente fica muito feliz, porque vê que ele (Bolsonaro) está olhando por nós. Só que a gente também sabe que não é uma situação muito fácil, vem chumbo grosso por aí, pode ter certeza, porque querendo ou não interfere na política de preços (da Petrobrás)”. (Wallace “Chorão” Landim, líder dos caminhoneiros) Nesta semana, Bolsonaro interferiu na política de preços
“Eu também sou passageiro no Brasil. Graças a Deus, né? Imagina ficar o tempo todo com esse abacaxi”. (Jair Bolsonaro) Nesta semana, tivemos uma maior aproximação entre o Planalto e o Congresso. Consagrando a tentativa do governo de apaziguar os ânimos, o presidente, ao retornar de Israel, recebeu diversas lideranças partidárias no palácio. Representantes do PRB, PSD, PSDB, PP, DEM e