Carta Política #464
“Por essas razões, somente com os dados de arrecadação realizados de janeiro e fevereiro, é impossível avaliar se há alguma frustração de expectativas da arrecadação
“Nós precisamos ser um [único] Yahoo! e isso começa com estarmos fisicamente juntos”. Neste memorando de 2013, enviado pela chefe de recursos humanos da Yahoo! a todos os funcionários, foi dado um ultimato: ou os colaboradores voltavam a trabalhar nos escritórios físicos da empresa, ou estariam livres para buscar outros empregos. Na época, isso foi alardeado como o fim do
Tracy Jackson tinha um emprego como cozinheira em uma faculdade local no Texas. Devido à crise da pandemia, seus empregadores decidiram demití-la. Ela foi para casa, e requisitou ao governo seu auxílio-desemprego. Agora, Tracy ganha quase o dobro do que ganhava anteriormente, empregada. Ela tem se utilizado de seu tempo em casa para refletir, e disse que não aceitará retornar
O ambiente atual é de profunda incerteza. As atitudes de paralisação da economia, necessárias e sem precedentes, tem consequências drásticas para os negócios, para a atividade econômica e para os empregos. As populações cobram atitudes dos governos, que se desdobram para dar respostas efetivas para as sociedades. E é nesse ambiente que as convicções políticas de gerações são moldadas. É
Parada Total A pandemia do novo coronavírus avança a passos largos, com muitas economias quase completamente paralisadas. As entradas de caixa de muitos negócios foram paralisadas. Mas as saídas, não. É interessante acompanhar alguns índices que medem o tráfego nas lojas de um país. O fluxo de pessoas no comércio dos Estados Unidos, da Itália e do Reino Unido estão
Choques de Oferta e de Demanda Primeiramente, gostaria de manifestar aqui minha solidariedade com o imenso sofrimento humano que será imposto pela pandemia do Covid-19. A coluna se propõe a discutir mercados, mas o impacto na vida das pessoas é agudo, intenso, e digno de nossa total atenção como sociedade. Espero que a nossa solidariedade não seja restrita a palavras,
Mea culpa e os efeitos de segunda ordem O último artigo que escrevi (link aqui) sobre o Covid-19 dizia que, provavelmente, isso não precipitaria o início de uma correção mais séria. Recentemente se tornou claro, no entanto, que a epidemia não ficaria restrita a China. Surgiram focos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália, e até no Brasil
“Se o Brasil tiver que decretar estado de calamidade pública, vamos permitir reajuste para sindicato [de servidores]? Isso é imoral”. (Marcio Bittar, do MDB do Acre, relator da PEC Emergencial) A PEC Emergencial prevê uma série de gatilhos que a administração pública, em todas as esferas, poderia acionar a partir de determinado grau de comprometimento do orçamento com despesas obrigatórias.
Bolsa não é PIB… nem aqui nem lá fora. Especialmente em relação ao Brasil, temos ouvido essa frase para defender a tese de que devemos comprar bolsa, mesmo com a atividade seguindo em ritmo apático. A tese se sustenta na teoria e também na prática. Na teoria porque uma parcela reduzida da atividade nacional está listada. Na prática porque enquanto
Na Pretoria de 1971, em pleno apartheid sul-africano, nascia um garoto. Desde cedo ele desejava empreender. Saiu de lá, eventualmente chegando ao Vale do Silício. Construiu diversas empresas (entre elas a PayPal), tendo uma sequência de sucessos, pontuada por alguns fracassos. De olho em um futuro mais sustentável para a humanidade, resolveu desenvolver uma startup de carros elétricos. A história
Ruas e estações de metrô completamente vazias. Restaurantes fechados. Centenas de pessoas quarentemadas em suas casas. A normalmente agitada área de chegadas do aeroporto quase deserta. Casamentos com todos os convidados – e os noivos – usando máscaras. Trabalhadores da área da saúde cobertos com roupas hazmat. Assim era Hong Kong nos primeiros meses de 2003, no auge da crise