Carta Política #464
“Por essas razões, somente com os dados de arrecadação realizados de janeiro e fevereiro, é impossível avaliar se há alguma frustração de expectativas da arrecadação
“Num momento drástico de crise enérgica, saída de pandemia, não é justo que se preconize só lucro e resultado de divisão de dividendos e repasse de lucros”. (Arthur Lira) A política de preços da Petrobras, pareada ao preço do petróleo internacional, segue sendo fonte de conflitos. O preço do petróleo está muito próximo de seus níveis máximos desde 2014, e
“Alguns querem que eu entre lá e degole todo mundo. Ninguém está recuando. Não pode ir para o tudo ou nada. A gente vai arrumando o Brasil devagar”. (Jair Bolsonaro) No dia 7 de setembro, o Presidente conclamou seus apoiadores às ruas, e foi atendido. A manifestação popular impressionou pelo volume, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
“Eu quero aqui, publicamente, elogiar relator pela integridade com que conduziu esse debate difícil. Esse é um tema que está longe de um acordo imediato. Os interesses contrários são muito fortes”. (Marcelo Freixo, do PSOL-RJ, líder da minoria) Em um movimento surpreendente, depois de três tentativas frustradas, Arthur Lira costurou apoio dos partidos de oposição e conseguiu aprovar, por 398
“Vamos ter que enfrentar o problema do choque hídrico, isso vai causar perturbação, empurra inflação um pouquinho pra cima, BC tem que correr um pouco mais atrás da inflação, mas nós vamos enfrentar essa crise”. (Paulo Guedes) A popularidade do governo está em um de seus piores momentos. O presidente sofre desgaste por conta de diversos fatores: a percepção de
“Quero deixar muito claro o seguinte: prefiro não ter uma reforma tributária do que piorar. Só que tem muita gente gritando que está piorando, mas é quem vai começar a pagar”. (Paulo Guedes) A reforma tributária foi adiada mais uma vez, enfrentando uma oposição organizada de empresários e representantes de estados e municípios. O projeto não é trivial: aborda diversos
“O mundo financeiro e os agentes econômicos passaram a ter uma percepção de que o ambiente fiscal não está melhorando tanto, e os preços corrigiram em relação a isso”. (Roberto Campos Neto) Brasília seguiu tensa nessa semana, que também foi marcada por questões fiscais. A Câmara rejeitou a PEC do Voto Impresso, ainda que não com a margem avassaladora
“Diante dessas circunstâncias (…) está cancelada a reunião outrora anunciada entre os Chefes de Poder, entre eles o Presidente da República. O pressuposto do diálogo entre os Poderes é o respeito mútuo entre as instituições e seus integrantes”. (Luiz Fux, Presidente do STF) A semana, marcada pelo fim do recesso parlamentar, foi repleta de contrastes interessantes. Por um lado, temos
“A questão do voto impresso está tramitando na comissão especial, o resultado da comissão impactará se esse assunto vem ao plenário ou não. Na minha visão, tudo indica que não”. (Arthur Lira) Falta mais de um ano para as eleições do ano que vem, mas há meses a impressão é que não se fala de outra coisa. Os motivos são
“O Centrão é um nome pejorativo. Eu sou do Centrão. Eu fui do PP metade do meu tempo”. (Jair Bolsonaro) Uma notícia foi publicada na imprensa nessa semana: dizia que o general Braga Netto havia comunicado a Arthur Lira, através de interlocutores, que não haveria eleições em 2022 caso o Congresso não aprovasse o voto impresso. Todas as fontes da
“Não é hora de o Congresso tratar do aumento do valor do fundo eleitoral. Estamos vivendo uma pandemia com recorde de desemprego e um número cada vez maior de pessoas na informalidade”. (Rodrigo Maia) Nesta semana, o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. A LDO é um projeto que trava a pauta, e, portanto, impedia que fosse