Carta Política #466
“Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muito comércio e vamos aumentar ainda mais esse comércio. Falamos sobre tarifas. Falamos também
“Do meu ponto de vista, o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer”. (Paulo Guedes, sobre o Imposto Digital) O tempo vai passando, e a percepção a respeito dos riscos fiscais só aumenta. Já era esperado que não haveria nenhuma solução até depois das eleições, mas os mercados de juros e moedas acusam o
“Esse imposto só entraria se fosse para desonerar (a folha). Talvez nem precise, talvez eu desista dele”. (Paulo Guedes, sobre o Imposto Digital) Às vésperas das eleições, o governo não quer mais saber de falar sobre eventuais aumentos de impostos. Assessores do Ministério da Economia dizem que o rechaço público de Guedes ao imposto digital, que seria uma nova CPMF, é
“Acho que o Congresso precisa ter como pauta número 1 a PEC Emergencial. É a mais difícil, vai gerar desgaste, mas vai gerar solução a partir de 2022”. (Rodrigo Maia) A semana trouxe pacificação entre Rodrigo Maia e Paulo Guedes. Após um jantar junto a diversas outras lideranças, houve pedidos de desculpas por parte do presidente da Câmara e saíram
“Paulo Guedes continua com 99,9% aí de confiança comigo. Eu deixo 0,1% porque quando eu quero mudar uma coisinha eu digo: ‘PG, não é 100%, não, porra. 0,1% é meu. Qual é? Você quer 100%? Você está muito guloso”. (Bolsonaro, em live semanal) A proposta conjunta do Planalto e de alguns líderes parlamentares de financiamento do Renda Cidadã (novo nome
“Somos contra qualquer aumento da carga tributária. Se for criar um novo imposto, precisa diminuir outro em igual valor. O governo precisa mostrar o cálculo, é questão matemática”. (Alceu Moreira, presidente da bancada ruralista) A mídia vem noticiando a formação de um acordo entre a Câmara e o Planalto. O governo deixaria de oferecer resistência à reforma tributária na forma da
“E agora está provado que o povo não quer saber de PT, quer saber de governo, que é o que nós temos”. (Gilson Machado, presidente da Embratur) O Renda Brasil, o programa de transferência de recursos gestado para suceder ao auxílio-emergencial, foi enterrado pelo Presidente nesta semana. A proposta de financiamento da vez foi feita por Waldery Rodrigues, secretário especial da
“A questão é que a PEC do Pacto Federativo será apresentada já com as definições do novo programa social, que vem a ser o maior e mais abrangente da história do país”. (Senador Marcio Bittar, do MDB do Acre) As discussões acerca do Renda Brasil continuaram a ganhar corpo nesta semana. A grande questão é de onde tirar o financiamento para
“Desde 1988, são estáveis todos servidores públicos, não interessa natureza da sua função […] A estabilidade existe em várias democracias, mas cumpre o propósito de manter o corpo de funcionários que mantém atividade de Estado. Não atividades de apoio, acessórias”. (Gleisson Rubin, secretário-adjunto de Desburocratização) A equipe econômica enviou, nesta semana, sua proposta de reforma administrativa. A ideia é conter os
“O Teto de Gastos bloqueia o Brasil, impede o País de sair da crise gerada pela perversão neoliberal que tomou o poder com o golpe de 2016 e a prisão do ex-presidente Lula”. (Dilma) A semana continuou abalada pela confiança na trajetória fiscal do País. Após prometer anunciar um amplo plano de recuperação pós-pandemia no início desta semana, elencando todas as
“Pegar dinheiro de saúde e permitir que se transforme em aumento de salário para o funcionalismo é um crime contra o país”. (Guedes) O governo havia concordado com o Congresso em conceder um pacote de socorro de R$60 bilhões a estados e municípios, com a contrapartida de que fossem congelados os reajustes para o funcionalismo público até o fim de