Carta Política #460
“Não existe impacto fiscal nem a favor nem contra. Não tem arrecadação prevista, nem renúncia prevista com essa medida”. (Fernando Haddad, ministro da Fazenda)
“As eleições presidenciais, não só no Brasil, são muito determinadas pela situação econômica. Quanto melhor a situação, maior a chance de reeleição de um presidente. A inflação joga contra a reeleição do presidente Bolsonaro. (…) O Auxílio Brasil de R$ 600 é uma medida com vistas a ter impacto eleitoral. Tem efeito, mas não se sabe o quão sustentável é”.
“Geralmente, benefícios distribuídos diretamente no bolso de eleitores tendem a reduzir o ressentimento destes com o governo. A mera expectativa de que haverá benefícios sociais já começou a gerar efeito sobre as intenções de voto”. (Felipe Nunes, professor de ciências políticas da UFMG) Apesar da falta de movimentação nas intenções
“A pré-campanha é muito pessoal. As ações do Lula ou do Bolsonaro não contribuíram para que nenhum dos dois melhorasse. Oscilação não é melhorar. O que continua dando vantagem ao Lula, que segue favorito”. (Gilberto Kassab, presidente do PSD) Agregando as pesquisas e lhes atribuindo pesos diferentes de acordo
“É um episódio extremamente raro de um presidente convocar o corpo diplomático acreditado junto a seu governo para tentar desconstruir a democracia e a Justiça Eleitoral de seu país”. (Marcos Azambuja, ex-secretário-geral do Itamaraty) O presidente convocou os embaixadores, nesta semana, para expressar a sua desconfiança com o sistema eleitoral brasileiro. Foi,
“A polarização parece bem consolidada se avaliamos os índices de decisão de voto, que chegam a 78% entre eleitores de Lula e a 76% entre eleitores de Bolsonaro”. (Felipe Nunes, Diretor da Quaest) As semanas tem trazido boas notícias para o presidente, com algumas das últimas pesquisas apontando um estreitamento das diferenças de
“Nós estamos fissurando o arcabouço eleitoral que busca garantir equilíbrio no processo democrático eleitoral. Nós estamos avacalhando o processo legislativo”. (Marcelo Ramos, deputado do PSD pelo Amazonas) A polêmica PEC dos Benefícios – que conta com diversos apelidos, a depender dos interesses políticos de quem a invoca – está às vésperas de
“A PEC antecipa o fim do teto de gastos de maneira desorganizada, amplia a percepção de risco e juro de equilíbrio do país. O resultado é um equilíbrio macro de pior qualidade e a banalização de emendas à Constituição Federal vai produzir um problema de ‘enforcement’ notável a partir de 2023”. (Gabriel Leal de Barros, Economista)
“A inflação e aumento de preços atinge o mundo todo, mas isso a gente supera. Como a imprensa está anunciando, o Auxílio Brasil vai passar de R$400 para R$600. É o governo entendendo o sofrimento dos mais humildes”. (Jair Bolsonaro) O imbróglio quanto ao preço dos combustíveis segue tumultuando Brasília. Após a defenestração de mais um presidente da