“Tenho uma esperança enorme, uma crença enorme de que nós vamos ganhar as eleições de 2026”. (Ronaldo Caiado)
O fim do mês de janeiro traz novas definições sobre a sucessão presidencial.
Primeiramente, o governador Tarcísio de Freitas parece ter selado a paz com o clã Bolsonaro, após visitar o ex-presidente na prisão e reunir-se com Carlos Bolsonaro. Ele mantém a promessa de apoio à candidatura de Flávio e reafirma que concorrerá à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Embora até abril tudo seja possível, a hipótese de uma candidatura sua ao Planalto torna-se cada vez mais remota.
Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro segue sem tração. Até o momento, não foram anunciados nomes de peso para sua equipe, tampouco alianças partidárias ou apoios estaduais relevantes. Sua rejeição, no entanto, segue bastante elevada.
No campo da centro-direita, a grande novidade foi o anúncio da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD. A declaração ocorreu ao lado dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR). Com os três governadores agora na mesma sigla e figurando como pré-candidatos ao Planalto, a legenda definirá internamente quem encabeçará a chapa. A entrada de Caiado no PSD reduz a fragmentação de postulantes, e, dentre os três, o governador do Paraná é quem parece reunir, hoje, as melhores condições políticas para levar a candidatura adiante.
No campo governista, Lula segue “candidatíssimo”. A oscilação de sua popularidade acompanha a melhora dos indicadores econômicos (especialmente a inflação, favorecida pelo câmbio), bem como os desdobramentos do escândalo do Banco Master e a relação do Executivo com o Supremo Tribunal Federal.

