Carta Política #460
“Não existe impacto fiscal nem a favor nem contra. Não tem arrecadação prevista, nem renúncia prevista com essa medida”. (Fernando Haddad, ministro da Fazenda)
“A proposta de novo arcabouço fiscal (…) é robusta e foi desenhada no sentido de agregar previsibilidade, ao orientar o governo para uma boa gestão das contas públicas”. (Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco) O governo apresentou, nesta semana, sua nova proposta para o arcabouço fiscal, em substituição ao teto de gastos. Em linhas
“Eu acho que é mais uma armação do Moro. Mas vou ser cauteloso, quero ver o que aconteceu”. (Lula, sobre investigação da Polícia Federal) Nessa semana, o Ministério da Justiça anunciou uma operação da Polícia Federal que havia desbaratado o plano de uma organização criminosa para assassinar o senador Sérgio Moro e outras autoridades. Em declarações posteriores comentando
“A gente também não pode correr risco de anunciar coisa que não vai acontecer. Então a minha sugestão, para que as coisas fiquem bastante corretas, coesas e harmônicas, é que ninguém anuncie nada, absolutamente nada que seja novo sem passar pela Casa Civil”. (Lula, na abertura de uma reunião ministerial) O
“É um arcabouço fiscal responsável, preocupado com a responsabilidade fiscal, com o déficit primário, com a estabilização da dívida/PIB, mas atendendo um pedido justo do presidente da república, porque assim quer a democracia brasileira, que temos que ter recursos necessários para o Brasil voltar a crescer”. (Simone Tebet, Ministra do Planejamento) Na
“Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir promessa de campanha”. (Gleisi Hoffman, presidente do PT) Haddad conquistou, finalmente, uma vitória para chamar de sua. Após várias declarações em sentido contrário por parte de Gleisi Hoffman, o Ministro da Fazenda emplacou uma reoneração
“O governo Lula está praticamente indo pro segundo mês do terceiro mandato e a ação de não estender a MP poderia atingir praticamente toda a classe média.”. (Alessandro Azzoni, economista) A área econômica e a área política do governo entram em embate mais uma vez. Em jogo, está a desoneração dos combustíveis, que vence no
“É só ver a carta [ata] do Copom pra gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram pra sociedade brasileira”. (Lula, em entrevista) Juros altos são detratores para o crescimento do país. O custo do capital fica mais caro, as empresas têm mais dificuldade para
“Eu vi no sertão de Alagoas mulheres e homens cozinhando com lenha devido ao preço excessivo do gás. Também testemunhei em palestras na Faria Lima a defesa da atual política de preços da Petrobras. Esse é o Brasil continental, diverso, mas que precisamos encontrar convergências e soluções que atendam a todos”. (Arthur Lira, em discurso de posse)